Mostrando postagens com marcador blog. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador blog. Mostrar todas as postagens

Quatro de Outubro


Quatro de Outubro, dia de São Francisco de Assis - e também Dia Mundial dos Animais -, já é uma data tradicional para a realização de eventos da proteção; e é também a data em que a imprensa abre espaço para o assunto.

Este ano, estivemos em dois eventos que movimentaram o dia de cachorreiros e gateiros da cidade.



Amigos para Sempre


Em evento realizado no Parque da Juventude, a Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo, em parceria com a Secretaria de Transportes Metropolitanos e entidades protetoras, fez o lançamento da campanha Amigos para Sempre: oportuna continuação das ações iniciadas em 2012, a campanha tem seu foco na guarda responsável de animais domésticos e contra a prática de abandonos, em especial nos parques e demais áreas florestais.

No evento, foi apresentado o filme Max: uma história de abandono, do ponto de vista do abandonado. Apesar da iniciativa da produção ter sido da comunicação da SMA, o fato de o "cenário" escolhido ter sido um parque, faz com que nos sintamos - sem falsa modéstia! - coautores do filme.


Amigos para Sempre também tem um concurso: crianças e jovens podem se inscrever e enviar trabalhos (textos ou ilustrações) sobre o tema proposto - guarda responsável de animais - e os melhores farão parte de uma exposição e de um livro, que será editado ainda este ano.

Informações sobre o concurso, neste LINK.

Bruno Covas, secretário de meio ambiente, no evento de lançamento da campanha Amigos para Sempre.

Um folheto com a assinatura do Governo do Estado de São Paulo sobre o tema também foi produzido: foi uma sugestão nossa; a como a redação do texto também foi nossa, aproveitamos para falar dos tema que mais gostamos: castração.

clique para ampliar

Graças à parceria com a Secretaria de Transportes Metropolitanos, a campanha Amigos para Sempre terá seu principal foco de divulgação nas estações de trem, metrô e ônibus da Grande São Paulo.


Animais urbanos - cães e gatos -, principalmente quando em situação de abandono ou negligência, sempre foram encarados pelo poder público como um assunto de saúde pública, logo, um problema que exigia soluções meramente sanitárias.

Por se desenvolver na área de um parque estadual, o trabalho da ação voluntária Os Cães
do Parque, desde seu início defendeu para o tema uma abordagem diferente: encarar cães e gatos como questão de MEIO AMBIENTE e destinar a eles a mesma dignidade de outras questões ambientais.

Um longo caminho foi percorrido, até que, nos últimos dois anos, a ideia que defendíamos (bem como todas as justificativas para isso), foram incorporadas ao discurso oficial da Secretaria de Meio Ambiente.

Um fato: o governo não sabia NADA sobre o tema. Instituto Florestal e Fundação Florestal não têm UMA LINHA sequer de pesquisa sobre o assunto. Todo o discurso das autoridades ambientais paulistas sobre esse tema foi levado até elas pelas ação voluntária Os Cães do Parque e entidades parceiras




As ações da Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo, até aqui, são de cunho educacional: visam proteger as áreas florestais do impacto causado pelos animais abandonados e sensibilizar as pessoas, chamando a atenção para a responsabilidade que se assume ao comprar ou adotar um animal de estimação

Banner da campanha já instalado em uma estação de metrô.

Temos razões para acreditar que, nos próximos anos, poderemos avançar muito, conquistando ações de maior alcance e instituindo uma verdadeira política de estado para o assunto.



Celebridade Vira-Lata


Ainda no dia 4 de Outubro, mas à noite, gente da proteção, simpatizantes do tema, além de cachorros (muitos cachorros), se reuniram no Matilha Cultural para o lançamento da 5ª edição do Calendário Celebridade Vira-Lata.

Concebido e produzido pela publicitária Luciane Sarraf, o Celebridade Vira-Lata é um dos mais belos, originais e  inteligentes trabalhos de proteção animal de São Paulo. A ideia: fotografar vira-latas adotados, contar suas histórias e editar tudo em um calendário, vendido como obra artística. Com o dinheiro arrecadado, bancar a realização de mutirões de castração em comunidades carentes.

A proposta é atuar na CAUSA do problema: sem apelos chorosos, sem feirinhas de adoção, sem um abrigo lotado de animais e - principal - sem um centavo de dinheiro público, o Celebridade já realizou mais de 3.000 castrações.

Luli e os vira-latas celebridades: mais de 3.000 animais castrados, nenhum centavo de dinheiro público.

A empatia entre Os Cães do Parque e o Celebridade Vira-Lata é óbvia: a aposta na alegria, na arte, na beleza - e com foco na solução.


[projeto espiadela | lançamento calendário celebridade vira-lata 2014] from monica march on Vimeo.



O que o Celebridade prova de mais importante é que é plenamente possível praticar proteção animal passando bem longe de velhos e batidos clichês; e, se uma pessoa sozinha consegue tal resultado, outras iniciativas particulares, outras pessoas - e empresas, por que não? - podem muito bem seguir esse exemplo. 

Secretaria do Meio Ambiente lança campanha contra o abandono de animais em parques


04 de Outubro de 2012: o dia em que os animais abandonados em parques passaram a ser, oficialmente, uma questão de meio ambiente.


Quem acompanha nosso trabalho sabe que ele nasceu e mantém seu foco em um grande parque público, sob administração da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo. Desse local e de seu entorno, que manteve durante décadas uma tristíssima tradição de animais abandonados, nos últimos dois anos já conduzimos para adoções regulares quase 150 cães e gatos. Somos também responsáveis pelo fato de, há dois anos e meio, não nascer sequer um cão na área em estado de abandono. 

Contudo, em que pesem os números significativos do trabalho, sempre soubemos que por mais dedicação que o trabalho voluntário possa ter, jamais poderia enfrentar o problema sozinho.

A atenção do poder público para a questão era algo indispensável.


Para tanto, propomos ao tema uma abordagem completamente nova, inédita até aqui: que animais urbanos em situação de abandono devam ser encarados como uma questão de meio ambiente - e merecer por parte do poder público a mesma dignidade que outras questões ambientais merecem. As diversas justificativas para essa abordagem (para nós completamente lógicas) estão didática e exaustivamente explicadas em várias postagens, artigos e vídeos publicados neste site e em nossos outros canais de comunicação da internet: ainda assim, são coisas capazes de causar arrepios na velha burocracia estatal e nos técnicos e pesquisadores vinculados aos órgãos públicos responsáveis pela preservação das áreas florestais.

Isso tudo começou a mudar no início deste ano, quando nossas posições e solicitações foram imediatamente compreendidas e acolhidas pelo secretário de estado do meio ambiente, o deputado Bruno Covas, com quem estivemos em audiência, fazendo parte de uma comissão de entidades protetoras.


A partir desse encontro, a SMA-SP organizou um seminário com a participação das entidades protetoras e representantes do poder público para discutir o tema e lançou uma cartilha educativa que já vem sendo distribuída nos parques estaduais há alguns meses. 

No dia 04 de Outubro (Dia de São Francisco e Dia dos Animais), uma nova ação foi lançada: os parques estaduais começaram a receber uma série de placas alertando sobre as causas e consequências do abandono de animais. Evento realizado no Parque Estadual Alberto Lofgren (Horto Florestal) com a presença do secretário Bruno Covas promoveu a inauguração do material. 

Concebido em parceria entre Os Cães do Parque e o setor de comunicação da Secretaria de Meio Ambiente e instalada em pontos estratégicos, o material, de forte impacto visual, foi inicialmente instalado em dois dos mais importantes parques da capital: o próprio Horto Florestal e o Villa Lobos

No evento, o secretário Covas anunciou que, ao longo dos próximos meses, diversos outros parques de administração da SMA-SP serão contemplados, entre eles Belém, Campos do Jordão, Cantareira, Carlos Botelho, Ecológico do Guarapiranga, Ilha Anchieta, Ilhabela, Intervales, Juventude, Jaraguá, Serra do Mar e Turístico Alto do Ribeira (PETAR).

Nosso Johnny, que um dia foi abandonado no parque, é uma das estrelas da campanha


As placas foram confeccionadas em material reciclado


Muito mais do que a simples sinalização dos parques estaduais, toda a atenção da Secretaria do Meio Ambiente para o tema nos últimos meses sinaliza o quanto a parceria entre poder público e sociedade civil está com o caminho aberto pela frente. O peso político, institucional e logístico do governo do Estado de São Paulo, por meio da SMA, atuando em conjunto com as entidades protetoras, pode significar avanços jamais vistos - e tendo a sociedade como "guia".

Nas palavras do próprio secretário durante o evento, a proteção animal é uma missão abraçada e desenvolvida com paixão e competência pela sociedade, não cabendo ao Estado "impor" modelos, e sim apoiar e complementar esse trabalho.

Entre as medidas aguardadas, está a criação de uma comissão permanente de proteção animal, a ser formada por representantes do poder público e das entidades protetoras, que seria, entre outras coisas, a responsável por escrever, dentro dos limites legais, novas diretrizes com as quais os gestores dos parques públicos deverão lidar com o assunto. Uma carta de intenções a esse repeito, assinada pelas entidades que fizeram parte da ação, foi entregue ao secretário Bruno Covas durante o evento.

Tieta e Tigrão, abandonados no parque e abrigados pelos Cães do Parque, compareceram à cerimônia de lançamento da campanha.
Bruno Covas, secretário do meio ambiente: "O governo deve apoiar e complementar o trabalho desenvolvido pela sociedade"
Fábio Pegrucci (Os Cães do Parque): "Todo protetor de animais sonha com o dia em que seu trabalho deixe de ser necessário"

Os Cães do Parque - que não é e não pretende ser uma entidade formalizada - começou a existir como uma célula organizada de proteção de animais há apenas dois anos. Nosso trabalho, além de jovem, é muito pequeno e focado quase que exclusivamente em um parque público da capital. Contudo, as circunstâncias nos colocaram à frente de um movimento que está criando um elo até então inédito entre proteção animal e meio ambiente. Para que isso esteja se tornando algo real, contribuem o fato de as propostas estarem sendo apresentadas de forma muito clara e objetiva, com base nas experiências práticas e com respeito pelas instituições públicas. Contribui ainda contar com um secretário de meio ambiente que tem interesse autêntico pelo tema e que tem nos recebido com enorme atenção e carinho desde os primeiros contatos. 

Essa experiência nos tem feito acreditar a cada dia mais em uma tese: que o poder público espera ser moldado pela ação da sociedade. Cabe ao cidadão organizar-se e aprender os caminhos que levem suas demandas até os homens públicos.

Nós acreditamos estar fazendo nossa parte. 

Miguel Luiz Menezes Freitas (diretor do Instituto Florestal do Estado de São Paulo), Luli Sarraf (Celebridade Vira-Lata), Bruno Covas (secretário de estado do meio ambiente), Fábio Pegrucci (Os Cães do Parque), Vicente Défine (Cão sem Dono), Mariana Aidar (Distrito Animal) e Cida Cândido (assessoria de imprensa)

Fábio Pegrucci, Alessandra de Almeida, Soraia Cintra (Os Cães do Parque), Bruno Covas (secretário de estado do meio ambiente), com Tieta e Tigrão, as estrelas da festa
 
O secretário Bruno Covas recebe uma camiseta dos Cães do Parque
Tieta cumprimenta o secretário Bruno Covas pelo lançamento da campanha

Os Cães do Parque agradecem: 

- ao setor de comunicação da Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo, em especial a Fabiana de Holanda e Ivi Piotto, cujo profissionalismo e atenção têm sido fundamentais para a concretização dessa campanha;

- ao Instituto Florestal do Estado de São Paulo;

- à direção do Parque Estadual Alberto Lofgren:

- à indispensável companhia nessa empreitada das entidades protetoras, o que dotou o trabalho de uma maior representatividade e credibilidade e que, mais que "parceiros" em uma ação junto ao governo, tornaram-se grandes amigos: Luli Sarraf (Celebridade Vira-Lata), Mariana Aidar (Distrito Animal), Vicente Défine (Ong Cão Sem Dono) e Lito Fernandes (Associação Natureza em Forma);

- à imprescindível Cida Cândido, que além de ter sido a responsável por reunir todas essas pessoas numa só ação, realiza um ágil e competente trabalho voluntário de assessoria de imprensa, responsável pela grande repercussão do evento.


São Paulo, 04 de Outubro de 2012



Lar temporário



Essa gatinha foi, há alguns dias, resgatada de um terreno baldio. Ela vai ter bebês, não sabemos exatamente quando, talvez dentro de mais uma semana ou duas.

Está provisoriamente abrigada em uma clínica veterinária, mas queremos conseguir para ela um LAR TEMPORÁRIO. Um lugar tranquilo, onde possa se sentir segura para ter suas crias e amamentá-las até que todos (inclusive ela) possam ser encaminh
ados para adoção: estimamos um período de 90 dias.

Forneceremos tudo: rações, areia sanitária, vermífugos, vacinas, castrações. Quando todos estiverem prontos, faremos as adoções.

Você só precisa dar a ela segurança e carinho.
Dar lar temporário a animais em processo de adoção é uma das formas mais valiosas de auxiliar protetores: você faz parte EFETIVA da solução.

Nós estamos na Zona Norte de São Paulo. Se você pode ajudar, entre em contato pelo email oscaesdoparque@gmail.com



26.10.2012: a gatinha conseguiu seu lar temporário e JÁ TEVE seus filhotinhos. São 5 gatinhos, que já estão abrindo os olhinhos. Em breve, todos estarão disponíveis para adoção.

Primeiro aniversário do site!

Por Os Cães do Parque


Os Cães do Parque, como célula organizada de proteção de animais, não tem uma data de fundação, pelo simples motivo que esse trabalho jamais teve um projeto ou um plano de ação: em meados de 2009, simplesmente começou, a princípio de forma rudimentar, por pessoas sem nenhum preparo prévio, que foram aprendendo a medida em que as missões iam aparecendo. No início, era apenas levar alguma assistência aos cães que viviam em estado de completo abandono em um parque público de São Paulo. Em 2010, começamos a promover adoções, utilizando as redes sociais e anúncios em sites e blogs.

Mas foi só em 2011 que passamos a operar nosso próprio site, inaugurado oficialmente em 1º de Julho de 2011.

Para marcar o primeiro aniversário, vamos mostrar esse mês como estão atualmente alguns dos muitos cães e gatos que passaram por aqui.



Chicão

Quando o encontramos abandonado no parque em Janeiro de 2012, já sabíamos que o filhotão bochechudo e de patas gigantescas, seria um cão de grande porte. Adotado pela Magda Scarponi em 29.01.2012, Chicão, que deve ter hoje entre 8 e 9 meses de idade, já é um gigante de incríveis 65 quilos. 

Mimado ao extremo, passa seus dias recebendo a atenção de sua cada vez mais apaixonada 'mãe' adotiva.

Magda e Chicão, no dia da adoção e em Junho de 2012.


Talita

A irmã do Chicão, como ele resgatada no parque em Janeiro de 2012, também cresceu: é uma jovem e bela cadela de pernas longas. Ela mora em Indaiatuba, São Paulo, adotada em 29.01.2012, pelo Carlos Mesquita e sua família. 

Segundo o Carlos nos informa, Talita cresceu mas continua a mesma: desengonçada, bagunceira e cheia de amor pra dar.

Talita: em Janeiro, ainda no parque, e em Junho de 2012.



Sophie (Glorinha)

Ela era a mais mirradinha de uma ninhada de sete cachorrinhos, nascidos em uma comunidade ao lado do parque. Quando foi adotada, em Agosto de 2011, Glorinha pesava apenas 1,6kg.

A Amanda Mendes a rebatizou como 'Sophie' e ela teve até festa de aniversário ao completar seu primeiro ano de vida.

Sophie, no dia em que chegou na casa da Amanda e no seu 1º aniversário.


Niko (Pingo)

Um lorde em forma de vira-lata, o Pingo passou pouco mais de 15 dias com a gente, após ser encontrado sozinho no parque. 

Adotado pela Ana Kormanski em Outubro de 2011, ele passou a atender pelo nome de Niko Kormanski: e rumores dizem que em breve lançará seu primeiro livro, intitulado "Niko, uma história de sucesso".

Niko, a cada dia mais elegante, foi adotado pela Ana em Outubro de 2011.


Jujubee & Pandora (Cacau e Diana)

As irmãs peludinhas Cacau e Diana foram resgatadas e preparadas para adoção por uma protetora do bairro que nos pediu ajuda para encaminhá-las em Abril de 2011. Na época, muita gente quis adotar uma ou outra. Mas as também irmãs Naná e Iaci foram as únicas que, de forma convicta, quiseram adotar as duas juntas.

Mais de um ano depois, agora com os nomes de Jujubee e Pandora, aí estão elas: crescendo juntas e mais lindas do que nunca.

Jujubee, Pandora e as também irmãs Naná e Iaci.


Jack

No dia 1º de Janeiro de 2011, um filhotão poodle muito maltratado apareceu no parque, muito provavelmente abandonado. Mas não chegou sequer a passar uma noite por lá. Resgatado, precisou de algumas semanas de cuidados para estar em condições de ser adotado.

Quando chegou na casa da Luana Czechowski, em 23.01.2011, Jack já estava saudável e bonitinho. Mas ela o transformou nesse cão lindo que nem se lembra que, por menos de um dia, 'esteve' abandonado.

Luana e o lindo Jack, adotado em 2011.


Meu (Charlie)

Com seu ar desprotegido e seus originalíssimos olhos de duas cores, o Charlie fez um sucesso imenso nas redes sociais em Outubro de 2011.

Mas, entre tantas pessoas que o quiseram adotar, houve alguém que o quis mais. A Angélica Reale, na época, tinha um refrão: "eu preciso de alguém para chamar de meu". 

O desejo dela foi atendido: ela recebeu o Charlie em 30 de Outubro de 2011, o rebatizou como "Meu' e ele agora é um dos cães mais mimados da cidade.

Meu: seus olhos continuam os mesmos.


Betina e Gabi

Abandonadas no parque em Novembro de 2011 e encontradas por um vigia que as entregou para nós, as irmãs Betina e Gabi foram castradas uma semana depois, em um mutirão promovido pela dra. Fernanda Conde. De lá, o João Vieira e a Lenylde, que são nossos apoiadores, as levaram pra casa deles apenas para lhes dar lar temporário, até que fossem adotadas.

Porém, como nós só entendemos depois, bicho que entra na casa dos Vieira não sai mais: as irmãs acabaram adotadas por eles e o que deveria ser "temporário", virou mais que definitivo.

Betina e Gabi: lar temporário na casa dos Vieira é coisa que não existe.



Bel

Mais expressiva e arteira de uma ninhada de sete cachorrinhos nascidos numa comunidade ao lado do parque, verdadeira líder da matilha, a peludinha e graciosa Bel teve inúmeros pretendentes.

Em Agosto de 2011, ela chegou à casa da Lúcia Fortini, em Taubaté, SP. A Lúcia diz que a Bel tinha que ser dela, porque elas se parecem em tudo: inclusive - e principalmente - na personalidade. 

Lúcia e Bel: tudo a ver.


Pimenta

Em Setembro de 2010, nós ainda estávamos aprendendo a fazer adoções quando uma 'safra' de filhotes abandonados no parque quase nos enlouqueceu.

Entre eles, a viralatinha mirradinha, de pouco mais de 2 meses, encantou a Rossana Rossoleto, que a adotou em 16 de Outubro de 2010 e a batizou como 'Pimenta'. 

Pimenta cresceu, está uma cadela linda e forte, pesando 20 quilos. Nascida não se sabe onde e abandonada num parque público da Zona Norte, ela mora num bonito apartamento do Morumbi e é companheira inseparável da Rossana.

Pimenta: do abandono para o Morumbi.




Aos que nos mandaram fotos atualizadas de seus cães, agradecemos. E aqueles de quem surrupiamos fotos de seus Facebooks, nossas desculpas (mas temos certeza de que ninguém vai se importar).

Seminário: animais abandonados em parques.


Secretaria do Meio Ambiente, Polícia Militar Ambiental e entidades protetoras dos animais discutem o assunto juntos pela primeira vez. 

Não vamos nos furtar da nossa obrigação enquanto Poder Público de ajudar nessa ação que o terceiro setor faz de forma tão intensa e com tanta paixão. Atualmente o Estado está à disposição para ser parceiro de vocês.” Com essas palavras, o secretário do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, Bruno Covas, abriu o seminário sobre animais abandonados nos parques, realizado na terça-feira, 27, na sede da Secretaria do Meio Ambiente (SMA). 

Secretário Bruno Covas abrindo o evento

O secretário ainda declarou: “Abandono é caso de Meio Ambiente, sim”.

O seminário foi parte de uma ação originada em reunião ocorrida em Janeiro, entre o secretário Bruno Covas e uma comissão de representantes de entidades protetoras. Organizado pela SMA em parceria com as entidades, o evento teve como objetivo expor o problema de abandono de animais nos parques do estado, analisar suas causas e efeitos e buscar soluções de consenso para coibir essa prática.

O evento reuniu palestras de representantes das ONGs Rancho dos Gnomos e Instituto Nina Rosa, do grupo voluntário Os Cães do Parque, do Centro de Controle de Zoonoses da cidade de São Paulo, da Polícia Militar Ambiental (PMA), e de instituições da SMA: Centro de Fauna Silvestre (CFS/CBRN), Coordenadoria de Educação Ambiental (CEA) e Fundação Florestal (FF). 

Compareceu ainda e fez rápido, mas importante pronunciamento, o deputado estadual Feliciano Filho, de destacada atuação na proteção animal e autor de leis que vêm modificando de forma radical a maneira como a questão é tratada no Estado de São Paulo.

Deputado Feliciano Filho, em seu pronunciamento


Até pouco tempo atrás encarados como um mero problema de saúde pública, animais abandonados eram capturados e sacrificados. “Eles não são vilões, são vítimas”, declarou Fábio Pegrucci, do grupo voluntário Os Cães do Parque, que tem sua ação focada em um parque estadual da capital e que, desde o início de suas atividades, preconiza a ideia de que animais urbanos em situação de abandono devem ser encarados como questão de meio ambiente: e receberem por parte do Poder Público a mesma dignidade que outras questões de meio ambiente recebem. 

Legislações implantadas há poucos anos baniram a prática da eutanásia no Estado de São Paulo. Os parques públicos, porém, não se equiparam com nenhum tipo de política para lidar com a questão: e animais continuam sendo constantemente abandonados em suas áreas.

Em seu pronunciamento, o Coronel Milton Nomura, comandante da Polícia Militar Ambiental, incentivou a atuação da sociedade civil junto ao Estado nessa questão: “É necessária uma mudança institucional. O estado é um reflexo da sociedade e a pressão popular ajuda a moldar o Poder Público”, afirmou.

Cel. Milton Nomura, comandante da Polícia Ambiental


O seminário é um embrião da solução efetiva do problema e o debate está apenas começando. Voluntários, que enfrentam os desafios diariamente, dividiram suas experiências com os órgãos competentes e sugeriram ações de educação ambiental, conscientização das causas do problema e pediram maior compreensão das atividades dos  protetores de animais por parte dos gestores públicos. Solicitaram ainda que os animais fixados nos parques recebam assistência e que sejam tratados com respeito.



O problema 

O abando de cães e gatos ainda é prática comum em parques públicos. Fruto da má informação por parte da população que acredita que os animais podem viver por conta própria, o abandono é ainda um problema com soluções vagas e com vácuos legais que dificultam sua abordagem. 

Os parques estaduais são unidades de conservação, e por isso animais domésticos não podem se estabelecer dentro de suas dependências. “Mas o problema existe. Não adianta culpar a janela pela existência da paisagem. O animal está abandonado, está ali, e precisa ser assistido. Paralelamente são necessárias ações efetivas para acabar com as causas do problema”, explica Pegrucci. 

As vítimas do abandono ficam vulneráveis a maus-tratos e más condições de vida e expostos a doenças próprias de áreas florestais – e precisam de assistência, que hoje é prestada exclusivamente pelos protetores, autointitulados “gateiros” e “cachorreiros”.

Eles explicam que a castração é melhor forma de tratar o problema, por meio de mutirões, e sugerem parcerias entre Poder Público, clínicas veterinárias e grupos protetores. A professora Osleny Viaro, educadora do Centro de Controle de Zoonoses da Cidade de São Paulo, informou que o órgão oferece castração gratuita para os animais dos munícipes de São Paulo – e, em sua palestra, mostrou o quanto a abordagem ao assunto modificou-se de forma radical nos últimos anos.

Já os animais silvestres abandonados nos parques precisam ser reintroduzidos no seu habitat natural. Mas há uma carência de lugares para onde esses animais, muitas vezes apreendidos pela PMA, podem ser levados. Claudia Terdimann, diretora do CFS/CBRN, explicou o projeto de estabelecer centros de solturas para essas espécies. As ONGs, como o Rancho dos Gnomos, que recebem os animais silvestres, devem se cadastrar no sistema Cadea (Cadastro de Entidades Ambientais), da SMA, para que no futuro possam ser estabelecidas iniciativas de cooperação. 

A comovente apresentação da Ong Rancho dos Gnomos



Maus-tratos: caso de polícia

Outro assunto abordado no seminário foram os casos maus-tratos a animais. Além do abandono, tráfico, rinha, caça, rodeio, circo, atropelamentos e rituais são algumas das causas desse crime, previsto na Lei de Crime Ambientais 9605/98, artigo 32.

O coronel Nomura citou estudos que relacionam crimes domésticos, maus-tratos a crianças e crueldade a animais. “Pessoas que maltratam animais têm cinco vezes mais probabilidade de cometer crimes contra pessoas”, disse. Ou seja: combater crimes contra animais e punir os responsáveis é uma prevenção de crimes contra as pessoas e a sociedade. 

Por esse motivo, a importância de reportar diretamente à Polícia Militar Ambiental os casos de crueldade a animais. “Dessa maneira podemos direcionar a ação da Polícia, impedir que isso aconteça e punir os responsáveis”.

As denúncias podem ser feitas pelo telefone 190 ou pelo email ongambiental@policiamilitar.sp.gov.br. A Polícia Militar Ambiental garante sigilo. 



“Transformar é possível” 

Em sua apresentação, o grupo voluntário Os Cães do Parque, representados por Fábio Pegrucci, exibiram o vídeo “Transformar é Possível”. Apresentado por Luli Sarraf, do Celebridade Vira-Lata, o trabalho explicou o modelo de ação do grupo. Fiel ao estilo de comunicação dos Cães do Parque, “Transformar é Possível” apostou em imagens, música e bom humor para veicular sua mensagem. 







Em sua exposição, após a exibição do vídeo, Fábio Pegrucci agradeceu a atenção recebida por parte do secretário Bruno Covas e da equipe de comunicação da SMA, exigiu a mudança de postura dos agentes públicos em relação ao trabalho dos protetores de animais em parques e homenageou as milhares de protetoras anônimas que, historicamente, prestam inestimável serviço à sociedade, sem holofotes, sem salário, sem verbas públicas. 


Fábio Pegrucci: Os Cães do Parque no seminário da SMA

Falou ainda do quanto as redes sociais têm servido para amplificar a voz e aumentar o poder de mobilização dos protetores, a ponto de dotar-lhes de uma força nunca sequer imaginada.



Conclusões

Ficou clara a necessidade de mudança de concepção e de valores como solução para tratar o abandono de animais. “O ser humano precisa parar de se sentir o centro do meio ambiente e começar a se sentir parte dele”, disse Daniel Teixeira de Lima, da CEA. Nina Rosa Jacob, do Instituto Nina Rosa, complementou que “somos todos semelhantes, basta nos permitir olhar e ver isso”. 


Nina Rosa Jacob

Para isso, gestores de parques, funcionários, prestadores de serviço e frequentadores devem ser orientados sobre os problemas do abandono e as consequências desse ato, tanto ao que se refere aos impactos causados, quanto às penalidades aplicáveis. 

Diante deste cenário, a SMA lançou no seminário o folheto informativo “Abandono de animais nos parques”, que foi distribuído no evento e será divulgado para a população do entorno dos parques, além de disponível no site da instituição. 

Amostra do material institucional


Foram exibidos também os modelos de placas e faixas institucionais contra a prática do abandono que serão brevemente instaladas nos parques estaduais. Os materiais institucionais foram uma solicitação das entidades protetoras e foram desenvolvidos por elas em conjunto com o setor de comunicação da Secretaria de Meio Ambiente.




Nota: nós, dos Cães do Parque, que iniciamos tudo isso e que, desde o início de nossas atividades desenvolvidas em um parque estadual de São Paulo defendemos que cão e gato abandonado são, sim, uma questão de meio ambiente, sentimo-nos recompensados por vermos a ideia agora encampada e defendida pela própria Secretaria de Meio Ambiente do Estado. 

Sentimos também um inevitável orgulho por termos sido os responsáveis por reunir autoridades - do poder público e da sociedade civil - discutindo o tema.

Orgulho, sim. Vaidade, nunca.

Lançamos um olhar inédito sobre o assunto, é verdade: mas dividimos os méritos da ação com todos os parceiros e com todos os protetores anônimos que, sem as possibilidades de acesso à mídia e ao poder público que hoje temos, historicamente prestam um serviço de importância inestimável à coletividade e, principalmente, aos animais. E não há possibilidade de vaidades pessoais quando se defende seres incapazes sequer de agradecer.



Secretário do Meio Ambiente Bruno Covas recebe representantes de ONGs e protetores independentes

Lito Fernandez, Vicente Dafine, Mariana Aidar, Bruno Covas, Luciane Sarraf, Cida Candido e Fábio Pegrucci: reunião define ações que visam coibir abandono de animais e maior preparo no atendimento de denúncias sobre maus tratos a animais


Por Cida Cândido 

Na última sexta-feira (27), uma comissão de representantes de Ongs e protetores independentes foi recebida em audiência pelo Secretário do Meio Ambiente de São Paulo, Bruno Covas.

O convite para a reunião foi feito pelo próprio secretário, após responder a um questionamento no twitter sobre a responsabilidade por parte da Polícia Ambiental em atender ou não flagrantes de maus-tratos a animais. Segundo Bruno Covas, após consulta ao Coronel Nomura (Comandante da Polícia Ambiental), tanto a Polícia Ambiental, quanto a Militar têm obrigação de atender esses casos.

A afirmação gerou repercussão por parte de alguns protetores, que a questionaram e alertaram sobre a dificuldade do atendimento por parte desses órgãos e da negativa em alguns casos.

Estiveram presentes: Vicente Dafine, diretor da Ong Cão Sem Dono; Mariana Aidar, protetora independente; Lito Fernandez, presidente da Ong Associação Natureza em Forma e do Centro de Adoção Natureza em Forma; Fábio Pegrucci, do grupo voluntário Os Cães do Parque; Luciane Sarraf, idealizadora do Projeto Celebridade Vira-Lata e Cida Cândido, assessora de imprensa.

Na pauta, questionamentos sobre a ação da Polícia Ambiental no atendimento de denúncias e de seu preparo para atender a demanda de chamados que vêm aumentando a cada dia. Também foram discutidas as formas de atuação da Secretaria do Meio Ambiente na questão do abandono de animais em áreas administradas por ela, como parques públicos e unidades de conservação.

Após deliberação, o secretário delegou às suas assessoras que tomassem providências referentes à produção de uma cartilha educacional, envolvendo animais silvestres e domésticos (cães e gatos), que deverá ser utilizada em campanha de conscientização contra o abandono em parques, terminais de ônibus, estações do Metrô e da CPTM. Também, em atendimento a uma antiga reivindicação dos protetores, deverão ser produzidas faixas institucionais a fim de coibir a prática do abandono de animais nesses locais, assim como em estradas – foram citadas a Estrada de Itapecerica, do Alvarenga, de Santa Inês, entre outras.


Sugestões para material institucional apresentadas ao secretário Bruno Covas pelos Cães do Parque, para campanha a ser realizada nos parques públicos e unidades de conservação:






Outra ação a ser realizada, será o agendamento de um encontro com representantes da Polícia Ambiental e da Secretaria dos Transportes, para que sejam traçadas estratégias para enfrentamento do problema.

Do encontro, a comissão saiu com a certeza de que uma mudança de conceito, há muito defendida pelos protetores de animais, está ocorrendo: animais urbanos em situação de abandono são, sim, uma questão de meio ambiente – e como tal devem ser encarados. 




O engajamento da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo na questão, abrindo suas portas para ouvir sugestões e reivindicações, sinaliza essa mudança: e ações encampadas por um órgão do poder executivo e de abrangência estadual podem significar um importantíssimo apoio a todas as entidades, grupos voluntários e cidadãos que, voluntariamente, abraçam essa missão.